Passeios de mãos vazias.
Na fotografia pinhole aprendi a aceitar a falha e a repetição como parte do processo.
Cada tentativa deixa marcas diferentes, pequenos acidentes, tempos incertos e surpresas que não consigo controlar. Acho que é isso que me prende: a simplicidade de uma caixa feita por mim, à minha medida, com o meu aspeto e personalidade, um pequeno furo, luz e tempo transformados numa imagem. Gosto de explorar espaços sem saber bem o que vai acontecer. Entre testes, erros e descobertas, continuo à procura daquele momento em que tudo parece acontecer por magia.
Mas estes momentos são para partilhar. Se quiseres, também podes fazer parte desta aventura com a tua própria caixa mágica.